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Cada mirada estrena el mundo

jueves, diciembre 04, 2003

Este foi o primeiro poema de Sophia que li. Foi na versão mexicana da revista Letras Libres e estava em espanhol. Usando uma expressão local, “me encanto”.
Não e um poema de saudades de Lisboa ou saudades da terrinha, como tantos, é um poema de quem chega a Lisboa e a reve, experiência que há que viver para saber como é.
Finalmente encontrei o poema em português.
Deleitante.


Lisboa

Quando atravesso - vinda do sul - o rio
E a cidade a que chego abre-se como se do meu nome nascesse
Abre-se e ergue-se em sua extensão nocturna
Em seu longo luzir de azul e rio
Em seu corpo amontoado de colinas -
Vejo-a melhor porque a digo
Tudo se mostra melhor porque digo
Tudo mostra melhor o seu estar e a sua carência
Porque digo
Lisboa com seu nome de ser e de não-ser
Com seus meandros de espanto insónia e lata
E seu secreto rebrilhar de coisa de teatro
Seu conivente sorrir de intriga e máscara
Enquanto o largo mar a Ocidente se dilata
Lisboa oscilando como uma grande barca
Lisboa cruelmente construída ao longo da sua própria ausência
Digo o nome da cidade
- Digo para ver

Sophia de Mello Breyner

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